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sábado, 20 de novembro de 2010

Sete para às Sete - Cap.1; Pag.1

Autor: M. S. Mateus





    Na sala todos se viam, estamos todos ali, mamãe, papai, Bruna e eu. O que eles não sabiam é que não estávamos sozinhos, ele também esta lá.


    Tudo começou no dia do meu sétimo aniversário, não houve festa, aliais nunca houve, nossa família tinha uma situação financeira confortável mais papai não era adepto a festas. Dizia que para celebrarmos não era preciso esbanjar dinheiro, poderíamos demonstrar nossa alegria de outras formas, de forma mais humana e plausível, ajudando o próximo e fazendo com que nossa festa, nossa alegria, fosse a festa e a alegria de pessoas que precisam mais do que nós, agindo assim, dizia papai, estaríamos realmente fazendo um bem a nós mesmos e aos outros, este era para ele o verdadeiro conceito de celebração. Eu, ainda muito novo, demorava e quase sempre não entendia papai, porém admirava muito o seu jeito e seus pensamentos e por isso, auxiliado por mamãe que sempre consegui me dar uma outra visão dos pensamentos adultos de papai, eu acabava aceitando e compreendendo suas idéias. Aquela em especial me fazia um pouco triste de início, mais depois de seis anos aguardando festas e tento que me expressar de outra maneira, foram mais que suficiente para acordar naquela manhã já ciente do que me aguardava, ou melhor, do que não me aguardava. Apesar de tudo, a data era muito especial para mim e mantia na sua essência a expectativa dos presentes e a felicidade de se ter um dia todo especial reservado apenas para mim, um dia em que todos se faziam presentes e ativos para realizarem todos os meus desejos.

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