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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Sete para às Sete Cap.1; Pag. 2

Autor: M. S. Mateus



    Eu, nascido de sete meses, tive uma infância muito tumultuada no que se diz respeito à saúde, logo de inicio tive que travar uma batalha contra a pneumonia venci mais isso me custou muitas energias; Algo em torno de 23 dias de internação em uma unidade de tratamento intensivo (UTI), e alguns conceitos médicos que indicavam para mamãe que as chances de vitória neste caso era de apenas quinze por cento.


    Minha mãe cansou de me contar às vezes em que visitas chegavam à nossa casa para me visitar e olhavam para mim com um olhar de tristeza deitado em um berço sem forças e usando a pouca que ainda restava para levar o oxigênio aos meus pulmões. Quase que num impulso acabavam dizendo a ela o quanto seria difícil a minha sobrevivência a tamanhas provações, só para terem idéia, eu não era capaz de mamar nos seios de minha mãe, pois não tinha forças para sugar o leite, desta forma mamãe era obrigada a me alimentar com um conta-gotas, tarefa esta que ela realizava segundo conta, com lagrimas nos olhos, lagrimas de tristeza por saber que a cada gota que eu consegui ingerir significava para ela uma incerteza entre o extremo da vida e da morte. Ela sentia que cada gota podia significar uma gota a mais de vida ou apenas a ultima gota que eu seria capaz de absorver.

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